ROTEIRO :

Calheta:

    Sede de conselho desde 1534 por carta régia de D.João III, vinda da sua corte em Évora, foi construída paralela à costa e o seu casario alveja entre o verde da falésia sobranceira e o negro dos rochedos junto ao mar onde possui um novo porto de pesca e cabotagem, ligando-a à cidade património e às restantes ilhas, tornando-a, assim, ponto fulcral do roteiro turístico nas cinco ilhas do Grupo Central.
                                                                                    

      " Bruma de almas nesta clasura atlântica!...
         É nela que se instala o gosto da solidão,
         que dá à gente simples o poder de se isolarem do mundo,
         como se no seu isolamento só elas vivessem
         sobre a face da terra. "

                                                         - Armando Cortês-Rodrigues
Vila da Calheta  

    No âmbito de informações úteis, na Calheta não deixará de visitar a Igreja Matriz com a sua capela-mor. Talha dourada a imagem da Padroeira  (uma escultura primitiva) e um interessante candelabro.
    A Câmara Municipal, onde estão instalados diversos serviços, como Administrativos , Informativos, Turísticos, etc...
    Além destes , temos: moderno Centro de Saúde, Quartel de Bombeiros com Cruz Vermelha, Cáritas, e Protecção Civil, a Divisão de Obras Públicas, a P.S.P, Guarda Fiscal, Jardim-de-Infância,  Escola Pré-primária e Primária, Escola Preparatória e Secundária, Divisão Veterinária, Posto Agrícola,  Matadouro Municipal, as Indústrias Conserveiras e serração de madeiras e Reparação de Auto, bem como modernos estabelecimentos comerciais.
    No sector bancário: Caixa Económica da Santa Casa da Misericórdia, Caixa Geral de Depósitos, Banco Comercial dos Açores, e Caixa de Crédito Agrícola Mútua.
    Em arte sacra, para além da Matriz, temos Senhora do Socorro nos Biscoitos, Santo António e Bom Jesus da Fajã Grande.
    Aberto ao público esta a Casa Etnográfica de S.Jorge em Calheta, que, com Museu e a Sociedade Estimulo de Instrução e Recreio, são o alicerce da nossa cultura, simbolizada pelo Grupo Etnográfico desta Vila.
    Como locais de lazer encontrará o Jardim Público <<Francisco de Lacerda>>,campos de jogos, piscina natural e parque de campismo da Fajã Grande ou um passeio a pé ao Cruzeiro, que assinala a passagem da Virgem, e seu miradouro, e porque não? ao largo do cais, o mais mercantil destas ilhas no séc. XIX.

 

Norte Pequeno:

       "... é verdadeiramente hum rascunho do Paraíso Terreal."

                                         - Francisco Afonso de Chaves e Mello

Fajã dos Cubres e Fajã de S.Cristo ao fundo

  

    Presépio no Norte da Ilha, passagem obrigatória, quer atravessando as estradas de penetração com miradouros das Brenhas, ou para visitarmos a Fajã dos Cubres com o seu miradouro sobre o canal e a Caldeira, que poderá visitar num belo passeio a pé ou a cavalo.
    Nesta freguesia, temos a igreja de S.Lázaro, Centro Social Polivalente da Casa do Povo, Cooperativa Agrícola e indústria de serração de madeiras. Festas principais:15 de Agosto, Senhora do Rosário. Possui no campo cultural a Filarmónica de S.Lázaro e o Grupo Folclórico sénior e juvenil.
    Como figura da Igreja Universal, temos o venerável Padre Lázaro Nunes, mártir em Chipre.

 

Ribeira Seca:

 

  A maior freguesia de São Jorge, atravessando a ilha de sul a norte, com as suas Fajãs: Vimes, dos Bobes, Além, Fragueira, Cubres, Caldeira, Redonda, Sanguinhal e os seus povoados Portal e Loural.

        " Sempre o mesmo horizonte - mar,
           névoa, a ilha em frente. "

                                  - Almeida Firminio

    

    

Ribeira Seca

 

 

 

 

 

 

 

    

    É uma freguesia mormente agrícola, tendo na agro-pecuária a sua maior riqueza; a sua industria de lacticínios  esta totalmente englobada pela Cooperativa Agrícola e Lacticínios dos Lourais.
    Tem como patrono <<San Tiago Maior>> , igreja de atraente frontaria , mas outras são veneradas: S.Sebastião na Fajã dos Vimes, Senhora da Boa Viagem no Portal, Senhora do Livramento no Loural, Senhora  das Lourdes na Fajã dos Cubres, Senhor Santo Cristo na Caldeira do mesmo nome e Senhora dos Milagres na capela privativa do único solar minhoto de São Jorge, da família Noronha , onde, para além da cantaria, poderá apreciar o conjunto de dragueiros e eira grande ,bem como o cedro fino de grande porte.
    Para além deste solar, temos edifícios que merecem ser observados, como a casa de Gaspar Silva - tipo colonial francês, pois Gaspar Silva foi imigrante que regressou rico das ilhas do Havaí com uma fortuna de mais de cem contos em prata pura.
    Terra de Lacerdas e Pereira da Cunha, de Maria Machado, António Ramiro e Arlindo Cabral, é na  Sociedade União Popular de Instrução e Recreio , a mais antiga filarmónica dos Açores , fundada em 1854 , que os Ribeira-Sequenses se espelham.
   
Para além da Sociedade, tem Casa de Povo, escolas pré-primárias e primárias e o centro Social de S.José. 
   
A segunda feira da Trindade, como a Senhora do Rosário e comemoração do aniversário da Sociedade são as duas festas principais, não esquecendo as suas romarias.

 

Santo Antão:

 

    A mais agrícola das freguesias  rurais, tem na Cooperativa Agrícola do Topo a maior indústria de lacticínios da Ilha, que é o orgulho da sua gente, laboriosa e dinâmica.
    Possui jardim-de-infância escolas pré-primárias e primárias. São de realçar a Sociedade Recreio dos Lavradores e Nova Aliança, estas com filarmónicas e o Centro Social de São Tomé com o seu Grupo de Teatro .Tem dois Grupos de Escuteiros.

 

   

           "Não há palmo de chão que não esteja 
             cultivado e os olhos recreiam-se na
             fecundidade do solo ubérrimo, onde
             por milagre as pedras não dão flores. "

                              - Armando Cortês-Rodrigues

 
Santo Antão

    É o seu patrono Santo Antão, cuja festa é muito concorrida, bem como a segunda-feira de Pentecostes.
    Os festejos em honra do Divino Espirito Santo são impares na região.
    Para além do seu padroeiro, tem a Igreja de S.Tomé e de S.João na mais senhoril das Fajãs , muito concorrida quer no Inverno , quer em pleno mês de Setembro.

 

Vila do Topo:

 

    Povoado em 1470,Vila em 1510, a riqueza urbanística desta Vila - dá-nos a ideia certa do seu povoamento por Van Der Haegen, de apelido Silveira - , traça de valor representativo, da arquitectura nobre da Ilha e que ainda podemos observar no seu convento, na sua Rua Direita , no solar dos Tiagos , nos seus pomares e vinhedos da Ponta , na maneira de ser das suas gentes, sempre ávidas de culturas, onde, na festa do Império e nas suas Sociedades Club União e Recreio Topense, com as suas filarmónicas enriquecem a arte musical deste conselho.
   
Tem porto de pesca , que antes fora de cabotagem e caça a baleia - velho porto baleeiro do Topo.
    Ao serviço dos mais jovens tem a escola pré-primária e primária.

 

 

                      " Quando penso no mar, o mar regressa 
                         A certa forma que só teve em mim -  
                         Que onde ele acaba, o coração começa. "

                                                              - Vitorino Nemésio

  

 

Ilheu do Topo

    Está ligada a todos os meios urbanos por transportes colectivos :Empresa José Pinto d'Azevedo e Filhos, Lda . É lugar aprazível de lazer << A ponta do Topo>> com o seu parque de campismo.
    Ao visitar o Topo , é  na sua matriz, em honra de Nossa Senhora do Rosário , que poderá apreciar a sua rica talha dourada, pratas, púlpito e arcaz. É uma reconstrução e ampliação que se seguiu ao sismo de 1957.
   
É figura de renome da Igreja açoriana o bispo Enes, natural do Topo.